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Futebol Profissional

Apegado a próprio retrospecto, Itamar Schulle acredita em longo prazo no Santa Cruz

Publicado: sábado,7 de dezembro de 2019, às 12:20
Por: Alexandre Ricardo

Desde 2012, o Santa Cruz não mantém o treinador que começa a temporada no comando da equipe. O último a conseguir o feito foi o bicampeão pernambucano Zé Teodoro, que acabou deixando o cargo depois do insucesso na Série C daquele ano. Durante todo esse período, o Mais Querido teve pelo menos dois técnicos por ano.

Escolhido para conduzir o Clube do Povo em 2020, Itamar Schulle quer quebrar essa escrita. E não faltam motivos para o profissional de 52 anos acreditar nisso, já que boa parte da sua carreira é construída com empregos de pelo menos um ano de duração. Emprego por emprego, ele falou sobre o assunto na coletiva de apresentação.

Quando eu fui para o Rio Grande do Sul, a Série D tinha 64 clubes e nós subimos com o Brasil de Pelotas, ficando por quase um ano. Fiquei no Novo Hamburgo/RS por três anos. Por volta de um ano na Chapecoense/SC depois. Um ano e pouco no Operário de Ponta Grossa/PR. Fui para o Botafogo/PB e fiquei um ano e oito meses. No Cuiabá/MT, foram dois anos. Não tenho perfil de ficar trocando, até porque convites aparecem. Mas aprendi a ter caráter ", salientou.

Sobre o nível de pressão que acaba interferindo nos poucos casos de longevidade dentro do futebol brasileiro, o comandante disse estar preparado para as cobranças de conquistar coisas grandes com o Santa Cruz.

" Antes da Copa América, vinha de quatro derrotas com o Cuiabá. O presidente chegou para mim e disse que confiava no meu trabalho. Depois da pausa, tivemos cinco vitórias seguidas. No Brasil, você troca quatro treinadores e os times continuam na zona do rebaixamento. Todos os profissionais estão errados? O cara perde o gol embaixo da barra e a culpa é do treinador. É desumano ", opinou Itamar Schulle.

Lembrando do começo da trajetória, quando fundou um clube junto a sua esposa, o treinador deixou claro que não chega para passar pouco tempo no comando. " Não cheguei para passar um, dois meses. A pressão não me afeta, é motivo de orgulho. Pressão eu passei no começo da carreira, carregando tijolo, lavando roupa de atleta. Minha filha pedindo as coisas e eu sem poder dar. 100 mil pessoas exigindo resultado é uma honra, não é pressão ". 

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

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