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Futebol de Base

Em fase de preparação, Sub-20 do Santa Cruz entra na Copa São Paulo com “peso” de Série A

Publicado: quinta-feira, 17 de dezembro de 2015, às 19:04
Por: Daniel Lima

Há mais ou menos duas semanas, o time Sub-20 do Santa Cruz começou a preparação para disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2016. Praticamente todos os dias, os jovens treinam intensamente no estádio Ademir Cunha ou no Arruda, mesclando trabalhos técnico, tático e físico, antes do início da competição mais importante da categoria. A estreia será no dia 2 de janeiro do próximo ano, contra o Vila Nova/GO, na cidade de Penápolis, no interior paulista. 

Em entrevista exclusiva ao portal CoralNET, o treinador Felipe Lins, responsável por comandar o time de juniores, contou como vem sendo feito os preparativos, falou da falta de competições em Pernambuco, deu detalhes sobre o elenco, apontou o diferencial da sua equipe e comentou sobre a estrutura oferecida pelo clube. 

ROTINA

No final do mês passado, a garotada do Santa viajou até Alagoas para a disputa da Copa do Nordeste, mas não passou da primeira fase do regional. Em três jogos, somou quatro pontos (uma vitória, um empate e uma derrota) e foi desclassificado. 

De lá pra cá, a equipe Sub-20 ganhou só dois dias de descanso e logo depois iniciou os trabalhos para a Copa São Paulo. Neste domingo (24) está marcado um amistoso com o Chã Grande.  

“Desde que voltamos da Copa do Nordeste no começo de dezembro, demos apenas dois dias de folga e já estamos na segunda semana seguida de trabalho. Estamos alternando treinos físicos, técnicos e táticos. Basicamente, a gente alterna a sequência de treinamentos. No próximo domingo, temos um amistoso contra a equipe de Chã Grande, no interior do Pernambuco”, disse. 

FALTA DE COMPETIÇÕES

A carência de competições, em Pernambuco, das categorias inferiores ao longo do ano atrapalha a continuidade do trabalho. Enquanto os juniores do Santa Cruz só disputaram três campeonatos este ano – estadual, Copa do Brasil e Nordestão –, os times das regiões Sul e Sudeste levam vantagem pelo fato de jogarem mais torneios. 

“Estamos num grupo bem equilibrado, com duas equipes do interior de São Paulo, que sempre investem. Por mais que esses times não tenham o nome do Santa Cruz, eles têm mais competições que a gente. Estou falando de um time Sub-20, imagina as categorias abaixo. Só tivemos este ano dois jogos pela Copa do Brasil, três da Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano. É pouca competição comparando com as equipes do Sul e do Sudeste”, lamentou Felipe Lins. 

ELENCO

Ao todo, 19 jogadores irão compor a delegação coral. Desse número, seis têm idade de juvenil (até 17 anos) e sete jogam pela última vez a copinha. O embarque para São Paulo será em 30 de dezembro, no penúltimo dia de 2015. 

“A delegação tem 19 atletas. Sete (jogadores) estão no último ano de sub-20. Ou seja, estamos com uma equipe bem jovem. São seis atletas que ainda têm idade de sub-17 (juvenil). Nosso trabalho também é de revelar e por isso escolhemos jogadores com potencial”, detalhou. 

CONJUNTO

Nenhum jovem foi apontado como destaque do time. O técnico Felipe Lins ressaltou a força do grupo e deixou de lado a capacidade individual de cada atleta. Além disso, destacou que no futebol cada jogador busca desempenhar a sua função dentro de campo. 

 “Não gosto de falar individualmente, até porque hoje o futebol é muito função. Alguns atletas se destacam na parte técnica, outros não cumprem uma determinada função. Então, às vezes, quem desponta é um jogador que fez tudo que o treinador pediu”, afirmou. 

CHANCE NO PROFISSIONAL

Ser destaque do time ou ter uma boa participação na Copa São Paulo pode servir de trampolim para o jogador integrar-se à equipe principal na próxima temporada. Em anos anteriores, por exemplo, o atacante Wagner e o meia Raniel subiram de categoria. Este ano, a chance é ainda maior, pois um analista de desempenho irá viajar com a delegação e passará as informações para o técnico Marcelo Martelotte e a sua comissão técnica. 

“Antes da gente viajar para a Copa do Nordeste, fizemos um coletivo com o elenco profissional e o pessoal da comissão (técnica) gostou de alguns atletas. Provavelmente, na volta da Copa São Paulo, alguns deles deverão ser aproveitados no time profissional. Estamos levando um analista de desempenho para filmar e editar as imagens dos jogos. Isso e mais relatórios e estatísticas servirão como material para a comissão de Martelotte”, explicou. 

DIFERENCIAL

Para chegar longe na Copinha, o Santa aposta na juventude e no comprometimento do grupo. Ainda por cima, o clube entra na competição com uma responsabilidade maior por ser o único time de primeira divisão do grupo 3, formado por Mirassol/SP, Vila Nova/GO e Penapolense/SP. 

“A juventude do nosso grupo é muito importante. Hoje, não tenho um craque no meu time, que se destaca acima dos outros. Temos um grupo muito equilibrado e com muita vontade de mostrar serviço para buscar a classificação. Vamos chegar lá como a única equipe (do grupo) de primeira divisão”, ressaltou. 

ESTRUTURA

Apesar da falta de recursos das divisões de base, o treinador Felipe Lins se mostrou satisfeito com os alojamentos, local de treinamento e transporte. Porém, se queixou da falta de um Centro de Treinamento, objeto de desejo do Santa Cruz há muito tempo. 

“Hoje nossa dificuldade é a falta do CT. O resto tem suprido a necessidade, como o nosso alojamento e ônibus. O Ademir Cunha, cedido ao Santa durante o mandato de Alírio (Moraes),  está nos ajudando. Isso facilitou a nossa preparação para a Copa SP. Acredito que com a subida à Série A, aumentem os recursos para construção do CT, que é uma prioridade para 2016”, analisou. 

 

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