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Matéria Especial

Thomas: “A torcida deve apoiar mais os pratas-da-casa”

Publicado: terça-feira,14 de abril de 2009
Por: CoralNET

O último domingo vai ficar marcado de forma positiva para o atacante Thomas Anderson. O atleta entrou no segundo tempo do jogo entre Santa e Petrolina e fez o terceiro gol coral na vitória por 3x1, o primeiro dele depois de quase um ano sem marcar.

Ainda empolgado com a vitória, o atleta, revelado nas categorias de base do clube, falou ao repórter Jota Santana, do portal CoralNET, sobre sua história no Santa Cruz, sobre as críticas que vinha recebendo, a pressão que sofre por ser prata-da-casa e sobre suas expectativas para o futuro.

INÍCIO NO SANTA
Thomas revela que, antes de vir para o Santa, tentou a sorte no rival, mas foi no Arruda que encontrou espaço. “Cheguei em 2007. Estava jogando no Sport e fui dispensado, aí fiz um teste nos juniores do Santa e fui aprovado. No meu primeiro ano de junior já fui para o profissional. Disputei nos juniores o Pernambucano e depois subi, no profissional joguei a Série B de 2007. Fiz doze gols nos juniores e sete no profissional, até agora”, disse.

PRIMEIRO GOL
Dos sete tentos marcados pelo jogador como profissional, tem um que ficará para sempre na memória. Thomas diz qual. “O primeiro a gente nunca esquece. Aquele lá contra o Petrolina [dia 23 de janeiro de 2008, pelo Pernambucano], achei que ia ficar no banco, mas o professor Zé do Carmo me colocou de titular no lugar de Rosembrick e graças a Deus no primeiro lance que tive eu fiz o gol, foi inesquecível para mim. Ganhamos por 2x0”, relembra.

ATUAL ELENCO
Tendo como companheiro de clube um artilheiro do porte de Marcelo Ramos, Thomas busca inspiração no futebol do matador, mas não só com ele. Os outros atletas mais experientes do elenco também são referência para o jovem, que tem como maior ídolo no futebol o atacante Ronaldo Fenômeno.

“Ele [Marcelo Ramos] não procura conversar muito, pois é um pouco tímido, mas é um cara super legal. Ele é matador e a gente tem que se espelhar em quem sabe. O Pedro Henrique, o Márcio também são legais, o Roger, que não fala muito, mas quando fala procura dar moral para a gente da casa. Os outros também, não só os atacantes”, conta.
 
Com o técnico Márcio Bittencourt o relacionamento também é bom. “Ele fala para trabalhar, treinar finalização, jogar de forma eficiente. Sempre que perder a bola voltar para ajudar a equipe, é isso que ele fala para a gente”, revela.

CRÍTICAS

Apesar do bom ambiente no grupo, fora dele Thomas ainda tem que agradar muita gente. A começar pela torcida tricolor, que pega no seu pé, alegando que o atleta exagera nas firulas e demora a soltar a bola, sendo assim pouco produtivo em campo. Críticas que também são feitas pela imprensa.

Thomas se defende, pede mais oportunidades e apoio por parte do torcedor. “Não me considero um jogador que prende a bola. Isso é mais pressão da torcida, pois quando a gente entra, não está no mesmo ritmo do jogo e acaba segurando a bola, tocando para trás. Para mim falta uma seqüência de jogos. Por que às vezes eu disputo um jogo, mas não estou no meu dia, jogo mal e o treinador já tira do time”, diz.

PRESSÃO SOBRE OS PRATAS-DA-CASA
Para Thomas, muito das críticas que recebe tem a ver com o fato de ser um atleta formado no Arruda. Segundo o jogador, a torcida pernambucana de uma forma geral tende a exigir mais dos pratas-da-casa.


“Eles procuram derrubar o jogador quando é da casa. Por exemplo, o caso do Ciro, do Sport. Ele ficou sem fazer gols em alguns jogos e já disseram que ele não prestava, isso por que ele está sendo o artilheiro do time, imagina se não fosse? Isso não é só a torcida do Sport, mas a do Santa Cruz e do Náutico também. As torcidas querem ver sempre gol, principalmente a do Santa, que é uma torcida sofrida, e quem entra tem que resolver”, explica.

“Às vezes, isso acontece por que o torcedor não conhece o jogador. Quando é o Marcelo Ramos que perde um gol, as pessoas sabem que ele é matador, todos sabem da capacidade dele. Mas quando sou eu que perco um gol a torcida já começa a criticar, acho que falta essa confiança do torcedor com o jogador da casa”, reclama Thomas.

Segundo Thomas, essa pressão acaba se refletindo em falta de oportunidades para os pratas-da-casa. “Jogadores como Memo, Alan, Max e Biton não tiveram oportunidade. No meu caso, eu tive algumas oportunidades, infelizmente os outros meninos, que demonstraram capacidade, não tiveram tantas, mas quando tiverem vão aproveitar.”

SANTA 3X1 PETROLINA
No último domingo, novamente contra o Petrolina, veio mais uma alegria para Thomas, que não marcava desde 13 de abril de 2008. “Me senti aliviado. Faltava um pouco de tranqüilidade, eu tava entrando muito ansioso por conta das críticas. A torcida e a imprensa estavam pegando no meu pé. Mas fiquei na concentração com o Alexandre e ele conversou comigo, disse que eu precisava confiar mais em mim, que eu era um grande jogador e acreditei em mim, saiu o gol e fiquei muito feliz”, conclui a revelação tricolor.

 

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