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Série C: um recomeço para o Terror do Nordeste
Publicado em 01 de julho de 2008
Por Marcos Velloso
Criado em 1981 com o nome de Taça de Bronze, o Campeonato Brasileiro da Série C é como um pântano desconhecido para o torcedor coral, que se vê pela primeira vez no chamado “inferno do futebol nacional”, caracterizado pelo desinteresse da grande mídia. A Terceira Divisão é um retrato da desorganização dos cartolas do País. Viradas de mesa, critérios obscuros na definição dos participantes, falta de continuidade da competição, campos em condições precárias fizeram ou ainda fazem parte do cotidiano da Série C. A distonia é tanta que entre um ano e outro, por exemplo, 67 clubes são incluídos (em 1994, foram 41 times; em 1995, 108) ou 43 são rebaixados (com a criação da Série D, a Terceirona terá uma redução de 63 para 20 equipes).
Não à toa, desde sua criação, o campeonato já deixou de ser disputado em oito oportunidades. Nas 19 edições, os paulistas faturaram o título sete vezes. Em busca do, antes indesejado, segundo troféu de campeão dos nordestinos, o Santa será o 16° clube pernambucano a disputar a Série C. O Porto é o recordista no Estado em participações, oito no total. Dos 54 rebaixados para a Terceira Divisão – o primeiro foi em 1994 -, somente nove times voltaram para a Série B logo no primeiro ano, com três deles subindo graças às viradas de mesa (Náutico, Americano e Tuna Luso) e outro (Fluminense) ascendendo direito à Série A.
Para ser o décimo rebaixado a conseguir subir de primeira, o Mais Querido terá que superar inúmeras dificuldades que vão além das quatro linhas. A precariedade para investir este ano foi acentuada após a decisão da CBF de não subsidiar mais despesas como passagens e hospedagem. Sem visibilidade e sem a cota da TV, os clubes terão de bancar todos os gastos, sustentando-se em patrocinadores e parceiros.
“A falta de dinheiro para investir em contratações prejudicou o rendimento do Bahia, que, mesmo assim, conseguiu o acesso à Série B em 2007, graças à força da sua torcida”, afirma o jornalista Edmilson Ferreira, editor do jornal A Tarde, de Salvador. O apoio irrestrito de uma imensa torcida, como é a do tricolor baiano e pernambucano, pode ser decisivo contra times de pouca expressão no cenário nacional, portanto, desacostumados a grandes decisões. “O jogador ganha confiança e, com isso, o resultado positivo é difícil de não acontecer.” A média de público da Série C nos últimos quatro anos foi de apenas 2.928.
O primeiro passo para deixar o ostracismo da Terceira Divisão, no entanto, é assimilar a queda. “O rebaixamento foi um golpe muito duro na nação tricolor (da Bahia), pois ela não está acostumada a freqüentar os porões do futebol nacional. A Série C é um calabouço, onde os jogos são de péssimo nível técnico e não tem qualquer visibilidade”, diz Ferreira. O fator “camisa”, diferente do fator “torcida”, não tem grande influência na visão do jornalista. “É preciso entender a necessidade de montar uma boa equipe, com titulares e reservas de qualidade. Um clube que possui um estádio como o Arrudão não pode ficar em uma divisão como esta. A "camisa" funciona para impressionar alguns árbitros, mas se não jogar bola, perde mesmo.”
A competição, por mais pitoresca e folclórica que seja, já marcou o início do ressurgimento de times tradicionais, como o Fluminense. Em 1999, os cariocas, hoje finalistas da Taça Libertadores da América, chegaram a enfrentar na Série C uma equipe formada por bombeiros de Brasília – Dom Pedro II. Mirando-se em bons exemplos, o Santa Cruz tem a chance de recuperar o prestígio do passado e a auto-estima da torcida coral a partir do dia 6 de julho, quando começa um período na história tricolor que poderia ser evitado, mas que também pode servir de aprendizado para um futuro mais feliz.
| Campeão | Vice-campeão | Terceiro colocado | Quarto colocado | |
| 1981* | Olaria (RJ) | Santo Amaro (atual Manchete) (PE) | ||
| 1987* | Houve dois campeões: o Americano/ RJ, vencedor do Módulo Azul, e o Operário/ MS, vencedor do Módulo Branco. | |||
| 1988* | União São João (SP) | Esportivo de Passos (MG) | ||
| 1990* | Atlético Goianiense (GO) | América Mineiro (MG) | ||
| 1992* | Tuna Luso (PA) | Fluminense de Feira (BA) | ||
| 1994 | Novorizontino (SP) | Ferroviária (SP) | ||
| 1995 | XV de Piracicaba (SP) | Volta Redonda (RJ) | ||
| 1996 | Vila Nova (GO) | Botafogo (SP) | ||
| 1997 | Sampaio Corrêa (MA) | Juventus (SP) | ||
| 1998 | Avaí (SC) | São Caetano (SP) | ||
| 1999 | Fluminense (RJ) | São Raimundo-AM (AM) | ||
| 2000 | Malutrom (atual J. Malucelli) (PR) | Uberlândia (MG) | ||
| 2001 | Etti Jundiaí (atual Paulista) (SP) | Mogi Mirim (SP) |
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| 2002 | Brasiliense (DF) | Marília (SP) | ||
| 2003 | Ituano (SP) | Santo André (SP) | ||
| 2004 | União Barbarense (SP) | Gama (DF) |
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| 2005 | Remo (PA) |
América de Natal (RN) | ||
| 2006 | Criciúma (SC) | Vitória (BA) | Ipatinga (MG) | Grêmio Barueri (SP) |
| 2007 | Bragantino (SP) | Bahia (BA) | Vila Nova (GO) | ABC (RN) |
|
*Não houve acesso
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Ranking Brasileiro
| 1º | Josiane socorro | 44 |
| 2º | bianca f martini | 44 |
| 3º | Rogério Da Silva | 40 |
| 4º | Carlos Eugênio | 34 |
| 5º | leandro macena d | 34 |
| 6º | Mateus Aragão Ba | 34 |
| 7º | marcos caetés II | 34 |
| 8º | Ricardo Jose Coi | 34 |