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Matéria Especial

Entrevista com o atacante Kelson

Publicado: sábado,12 de junho de 2004
Por: CoralNET

A CoralNET entrevistou neste sábado o atacante Kelson que veio recentemente do Itacuruba, onde foi artilheiro do Pernambucano, e deverá ser titular no clássico desta noite.

Kelson Roberto Souza Silva nascido em Campina Grande, 1,80m, 76kg.

Kelson, esta poderá ser a primeira vez que você terá a chance de entrar de frente em uma partida, logo em um clássico, qual a sua espectativa para o jogo desta noite?

A melhor possível, já que nós estávamos nos preparando em Betânia, uma inter-temporado muito boa para unir o grupo devido a essas situações que estavam ocorrendo de derrotas e empates dentro de casa, e me deu uma tranquilidade e uma confiança maior. Particularmente eu estou muito feliz com essa chance e quero mostrar para torcida do Santa Cruz meu potêncial.

Você veio de um clube intermediário onde conseguiu ser artilheiro do Campeonato Pernambucano e sair para um clube grande, hoje, quais as sua metas de vida? Continuar no Santa e ser artilheiro das competições que disputar ou aparecer mais ainda pra mídia e sair do país?

Nós que somos atacantes precisamos estar sempre fazendo gol, meu objetivo é mostrar raça, determinação, qualidade no passe, fazer gols, todas as minha qualidades como eu fiz em todos os clubes que eu passei, assim, me firmarei no time do Santa Cruz e depois poderei me transferir para um clube ainda maior.

Hoje foi comentado que você vem treinando muitas cobranças de falta e de pênalti, você realmente tem esta qualidade?

No Itacuruba e nos clubes onde passei eu sempre bati pênalti e faltas, porém, antes de vir para cá eu tinha que dividir as cobranças com o Marcelo Cavalo, hoje estou tendo oportunidade de treinar muito estes fundamentos junto com o Dú e o Camilo para na hora que aparecer a chance converter em gols.

Na inter-temporada você treinou no time de baixo ao lado do Carlinhos, sendo servido pelo Xavier e pelo Eriverton, formando um ataque mais ou menos parecido com a forma de jogar do Náutico, surgiram muitos gols e jogadas bonitas, inclusive o time titular perdeu várias vezes no coletivo para o reserva. Você se sente melhor jogando ao lado de um atleta como Carlinhos que sai mais da área e joga mais em velocidade?

Não sinto dificuldade de jogar com ninguém, tanto do lado do Carlinhos como do Aílton eu me sinto bem, até porque se o Aílton joga dentro da área eu tenho facilidade para sair mais e me movimentar. Já ao lado do Carlinhos e do Curê eu tenho que ter mais presença de área para cabeçear e entrar de frente com o goleiro e eu sei muito bem fazer isso.

Como é seu relacionamento com a torcida do Santa? Quando o Roberto Santos estava aqui ele sempre comentava como era bom o carinho que a torcida do Santa passava pra ele, quando ele chegava em restaurantes e era abraçado e cumprimentado. E você, já dá para sentir este calor humano?

A torcida tem me dado um apoio muito grande nas ruas, sempre pedindo que eu entre de frente e me dando uma tranquilidade grande. Esta oportunidade que eu poderei ter de entrar de frente vai me dar mais confiança para eu fazer meus gols e ver a torcida vibrar e bater palmas para o Santa Cruz, pois nas oportunidades que tive entrei com pouco tempo de jogo e ancioso para empatar a partida e acabou não dando muito certo. Hoje vai ser diferente.

O que realmente levou você a escolher o Santa Cruz na hora de sair do Itacuruba já que você tinha propostas de outros clubes locais e de fora?

Quando acabou o Pernambucano meu contrato ainda estava em vigor, assim que ele terminou eu fui procurado pelo Santa Cruz e achei melhor assinar aqui pois é um time grande, de tradição e que tem uma enorme torcida, vou lutar pelo meu lugar de titular como lutaria em qualquer equipe. Se assinei aqui foi porque eu quis e Deus também quis assim, e tenho certeza que vai dar certo.

O que você tem achado do clube em si, das condições de trabalho, do elenco, do dia-dia?

Não preciso nem falar as dificuldades que temos com os salários e esses problemas administrativos, mas nós temos que esquecer isso e mostrar dentro de campo quem nós somos, só assim as coisas podem melhorar. Não adianta reclamarmos de dinheiro e não jogarmos em campo. Se nós jogarmos bola as cobranças vão diminuir e depois virá a bonança.

A sua família já está em Recife?

Eu morava em Fortaleza com minha esposa e meu filho de um ano e sete meses, agora eles chegaram e estou esperando o clube me alugar um apartamento.

Em nome da CoralNET gostaria de te agradecer e te desejar toda sorte para o clássico desta noite. Estaremos apoiando vocês em todos os momentos.

Eu que agradeço a oportunidade e sempre que precisar estarei a disposição desta torcida.

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Entrevista com o atacante Kelson

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