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Matéria Especial

Entrevista com o zagueiro Roberto

Publicado: quinta-feira,17 de março de 2005
Por: CoralNET

Aos 36 anos, o zagueiro Roberto, que nunca mediu esforços para defender a camisa do Santa Cruz Futebol Clube, passa pelo momento mais difícil de sua carreira.

Com uma grave lesão muscular na coxa, o jogador tenta retornar aos gramados, mesmo indo de encontro aos conselhos médicos. Nada o faz desistir.

Com muita força e determinação, o seu principal objetivo é o título de campeão pernambucano de 2005.

A repórter da CoralNET Suellen Vilela conversou com o jogador.

QUAL A DIFERENÇA DO ELENCO DO ANO PASSADO PARA O ATUAL?
No ano passado improvisamos muito, em algumas partidas jogamos com jogadores fora de suas posições. Já esse ano, conseguimos formar um elenco, que em termos de qualidade é melhor e temos jogadores para repor em caso de ausência em todas as posições e com qualidade.

VOCÊ JÁ FEZ MUITOS SACRIFÍCIOS PARA DEFENDER A CAMISA CORAL?
Várias vezes! Inclusive ano passado, eu estava com uma lesão no joelho incomodando bastante e joguei algumas partidas do Campeonato Brasileiro da série B machucado. Recentemente na partida contra o Náutico, a última do 1° turno, eu tive que fazer duas infiltrações para poder jogar. Não me arrependo do que fiz, e faria tudo novamente para defender o Santa Cruz.

A QUE SE DEVE A LIDERANÇA POSITIVA QUE VOCÊ EXERCE DENTRO DO GRUPO?
Sempre fui um jogador que soube me comunicar respeitando as opiniões de todos. Tento sempre ser natural, honesto e leal com todos e comigo mesmo.

APÓS A PARTIDA CONTRA O NÁUTICO VOCÊ CALOU O VESTIÁRIO, O QUE FALOU NAQUELE MOMENTO?
Que o título do 1° turno era pra ser comemorado ali dentro no vestiário e deixar que a torcida fizesse o resto, comemorando nas ruas e no dia-a-dia. Disse também que a gente não tinha conquistado o título pernambucano, e sim dado um passo grande rumo a ele.

O QUE VOCÊ SENTIU AO CARREGAR O TROFÉU CONQUISTADO DENTRO DOS AFLITOS?
Senti que foi com atraso que levantei esse troféu. Tinha vontade de fazer isso ano passado e não tive oportunidade. Graças a Deus consegui continuar dando seguimento no meu trabalho aqui no Santa Cruz, e ter levantado parcialmente o troféu.



HOJE VOCÊ TEM UMA RELAÇÃO DE AMOR E PAIXÃO COM O CLUBE DO ARRUDA?
Não tenho dúvidas que sim. Eu falo para todos que aqui no clube, depois das nossas casas é onde passamos mais tempo. Então é preciso ter harmonia dentro do nosso ambiente de trabalho, procurar respeitar as pessoas e fazer com que elas nos respeitem também.

QUANDO ENCERRAR A CARREIRA VOCÊ PRETENDA TRABALHAR NO SANTA?
Isso é uma coisa a se pensar daqui a alguns anos. No momento não quero encerrar minha carreira, apesar de já ter uma idade relativamente avançada pra profissão, eu me sinto ainda apto pra trabalhar e ajudar meus companheiros dentro de campo.

ESTÃO SENDO DIFÍCIL ESSES DIAS AUSENTES DO GRAMADO?
Com certeza. Me sinto perdido, inquieto. Não sei controlar isso e acabo levando pra dentro de casa. Minha esposa fica impaciente comigo, e o que está me dando bastante alegria e tranqüilidade é meu filho.

VOCÊ PENSA EM VOLTAR A JOGAR AINDA NO CAMPEONATO PERNAMBUCANO?
Não tenho dúvidas, minhas chances de voltar a jogar o campeonato pernambucano são de 100%.

ESSE É O SEU MOMENTO MAIS DIFÍCIL DESDE SUA CHEGADA AO SANTA?
Não só no Santa, mas em minha carreira inteira. Tenho 17 anos de profissão e nunca tive uma lesão grave que me colocasse fora dos gramados por tanto tempo.



COMO VOCÊ É UM JOGADOR DE GRUPO, O TORCEDOR TEME QUE A SUA AUSÊNCIA NOS GRAMADOS PREJUDIQUE A UNIÃO DO ELENCO.
Eu tento estar sempre presente aqui no Santa. Infelizmente não estou treinando, nem jogando, mas estou sempre conversando com meus companheiros. Eu tento no dia-a-dia passar bastante tranqüilidade, conversando com alguns jogadores para que nós continuemos focados no objetivo que está sendo traçado e que será finalizado, que é o título do pernambucano.

QUAL SUA MENSAGEM PARA A TORCIDA CORAL QUE ANDA DESCONFIADA POR CONTA DA FINAL DE 2004?
O que tenho a dizer para a torcida tricolor é que não há mal que dure para sempre. È um jejum de nove anos, mas nosso objetivo é fazer com que isso acabe.

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