Coralnet.com.br - Página principal

Com o Santa Cruz das arquibancadas para o Mundo - desde 1996

Matéria Especial

Mais que ser bicampeão, Santa quer voltar a levantar taça contra o Sport

Publicado: terça-feira,4 de abril de 2006
Por: Karlos Felipe

Desde que a base do atual elenco tricolor foi formada, no início de 2005, uma das tarefas preferidas dos atletas é derrubar marcas e tabus, já foram vários.

A maior seqüência de vitórias da história do clube, a vitória sobre o Ceará, em Fortaleza, após 12 anos sem vencer na capital cearense, a vitória sobre o Bahia, na Fonte Nova, a primeira da história, as seis vitórias consecutivas diante do Náutico, a seqüência invicta no Arruda etc.

Pois bem, é chegada a hora de derrubar mais um tabu. Há dezesseis anos o Santa não vence seu rival Sport em uma final de campeonato, a última vez foi em 1990, após uma final dramática, no Arruda.

A campanha daquele ano foi sublime. A equipe coral, muito jovem, repleta de pratas-da-casa, com a maioria dos jogadores na faixa dos 22 a 25 anos, liderados em campo pelo capitão Ataíde e fora comandados pelo técnico Erandir Montenegro, não encontrou rivais no início do certame.


O Santa, que contava com várias revelações, como Mazinho, Marcelo, Sérgio China, Leto entre outros, conquistou o Primeiro Turno sem precisar de final, após levantar as duas fases, vencendo 13, dos 14 jogos e empatando o outro. Na primeira fase do Segundo Turno, outro passeio, sete jogos, sete vitórias.

Somente na segunda fase é que o time relaxou e deixou o Sport reagir. O Rubro-Negro conquistou a fase e em seguida conquistou o turno, levando a decisão do título para os dois jogos finais.


No primeiro, na Ilha do Retiro, deu a lógica, Santa 1x0. O Tricolor agora só precisava empatar no Arruda, no dia 28 de maio de 1990, ainda que perdesse pelo mesmo placar da Ilha, a decisão iria para uma prorrogação, na qual a vantagem do empate também seria coral.

O Santa foi melhor durante toda a partida, mas como só acontece nos clássicos, aos 30 minutos do primeiro tempo, Glauco cobrou falta e fez 1x0 para o Sport. Como o resultado persistiu, o jogo foi para prorrogação e foi então que aconteceu o lance que entrou para a história do Clássico das Multidões.


Aos seis minutos da prorrogação, o Sport teve um gol anulado pelo assistente Gilson Cordeiro, os rubro-negros ainda hoje contestam o lance, como o Santa não tinha nada a ver com aquilo, seguiu jogando e foi então que chegou a vez dos corais reclamarem, quando o tricolor Edmundo entrou na área e se chocou com o goleiro Paulo Victor, o juiz Arlindo Maciel não assinalou pênalti.

A fim da prorrogação, muita festa em três cores. O Santa conquistava seu 21º título pernambucano, com o gostinho todo especial de ter seu arqui-rival como vice-campeão. 16 anos se passaram, mais uma vez Santa Cruz e Sport se encaram numa final, Recife se prepara para um turbilhão de emoções, será que os atletas do Mais Querido derrubarão mais esse tabu? Domingo saberemos.

Compartilhe:

Mais que ser bicampeão, Santa quer voltar a levantar taça contra o Sport

* Os comentários são de total responsabilidade dos internautas. Não toleramos mensagens contendo palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa.